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  • averyrevelio
    • REVELIO — Diretamente da casa FEUER de DURMSTRANG, quem se aproxima é NIKLAUS AVERY DASKALAKIS. Com seus 18 ANOS, está cursando seu SÉTIMO ANO e faz parte de TRANSFIGURAÇÃO E VOO em sua escola. Seu status sanguíneo é PURO-SANGUE e dizem por aí que ele se parece muito com o trouxa MATTHEW NOSZKA, mas não sabemos se é verdade.
    1. Dons mágicos: animagia
    2. Quadribol: capitão do time de quadribol de Durmstrang
    3. Postos: apanhador e monitor de voo

    @tripontos 

    EXTRAS BIO  — PLAYLIST PINTEREST

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  • averyrevelio

    cbaffiato​:

    ◜   ✦ .  ⁺   .      O riso dele foi a permissão que precisava para fazer o mesmo. Mesmo que estivessem envergonhados, sabia que encontrariam uma forma de tornar o clima mais leve. Pelo menos depois que ultrapassassem o choque inicial. O sorriso se esvaiu com a confissão inesperada do outro, mesmo que já tivesse constatado aquele fato sozinha, fazendo com que seu coração acelerasse e a boca secasse, mesmo sem saber o porquê. Bem, Niklaus com ciúmes de si era algo que nunca poderia ter imaginado, por isso era de se esperar que reagisse daquela forma. ─── Eu notei. ─── Disse apenas, sua voz soava fraca. Então, seus pensamentos logo revisitaram a estranha relação entre os rapazes, o que novamente a fez cogitar a possibilidade de ter se envolvido em uma simples guerra de egos entre eles. O que a machucava e fazia se sentir usada. ─── Mas, foi só por isso que você…? ─── Perguntou, seus olhos suplicando para que aquilo não fosse verdade enquanto a cabeça indicava o banco sobre o qual seus corpos nus se deitaram juntos momentos atrás. Também não esperava por aquela pergunta, notando Avery estranhamente inseguro. Nunca havia o visto daquela forma antes. Um sorriso rasgou seu rosto de orelha a orelha, relembrando tudo que havia passado no vestiário naquela tarde. Normalmente aproveitaria a oportunidade perfeita para provocá-lo sobre seu ego inflado quando o assunto era aquele, mas sabia que não era o momento correto para fazê-lo. ─── O que eu achei? Foi maravilhoso, Nik. ─── Seu tom era doce, transparecendo sinceridade. ─── Digo, pra mim, foi maravilhoso. ─── Esclareceu, não querendo colocar palavras na boca dele. ─── V-você gostou? ─── Sem ao menos perceber, seu corpo se encolhia com a ideia de receber uma resposta negativa para aquela questão. Mesmo que tentasse ser educado, conseguiria dizer se estivesse mentindo. Idiota, por que foi fazer essa pergunta?

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    Expressou a confusão em sua face com aquela pergunta, imaginando exatamente o motivo. Não sentiu ciúmes dela por conta de Zarko, mas sim por conta exatamente dela. Antes já enxergava aquilo, mas agora percebia que os motivos era ainda mais profundos. Virou-se para a amiga, o rosto contorcendo-se pela culpa de fazê-la imaginar algo daquele tipo. Puxou uma das toalhas mais próximas da pilha repousada no largo balcão, e logo mais uma delas deslizou no ar ao seu lado, que ele capturou com a outra mão. Magia quase sempre era bem útil. Enxugou o rosto e de início a voz soou abafada — Trid, você tá insinuando que eu fiz.. nós fizemos isso porque eu quis provocá-lo? — Aproximou-se dela, a vergonha que havia sentido segundos atrás se esvaiu completamente. Jogou a própria toalha por cima do ombro e ergueu a outra em volta dos seus ombros. — Minhas atitudes não tiveram nada haver com ele. Talvez eu já quisesse fazer isso desde a festa, mas tava com medo de você tirar o tamanco e usá-lo pra bater na minha cara. — apontou com o indicador para o próprio rosto, uma careta que evidenciava a libertinagem de sempre. — Então, pra o que você tá pensando a resposta é não. — levou as duas mãos para até o rosto de Astrid e afastou os cabelinhos molhados que se agarravam a sua têmpora. — Sabe o que aconteceu depois daquele fucking beijo no lago? — ergueu as sobrancelhas com a pergunta, agora com uma expressão séria. Aproximou seu rosto do dela e a observou, antes de desviar o olhar para o banco mais ao lado deles. — Porque, Hakansson, você pode me chamar de egoísta o que for mas pensar que alguém estava fazendo aquilo ali com você, que não fosse eu, me deixou louco. — Embora o tom fosse neutro as palavras exalavam sinceridade. Em parte, fora exatamente aquela a causa do seu descontrole. — Então, pelo amor de Zeus, seu capitão ordena que se cubra se não vamos ter que começar tudo de novo. — não que não quisesse, mas precisavam sair dali logo antes que alguém os encontrassem e dessem pano para as fofocas da Skeeter. Caminhou em direção aos seus pertences enquanto enrolava a própria toalha ao redor do corpo, vasculhando dentro da bolsa o uniforme que havia trazido. A próxima pergunta, no entanto, o fez erguer o rosto incrédulo em sua direção. — Se eu gostei? — Um sorriso travesso se ampliou em seus lábios. — Devia ser crime com pena de Askaban você me perguntar algo assim. Claro que gostei, foi incrível. — e realmente tinha sido, um dos melhores, talvez o melhor até hoje. — E se pensa que foi a única vez tá muito enganada, você não me escapa mais. Quase tive um ataque te vendo sair por aquela porta. 

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  • averyrevelio

    arqueohanne​:

    averyrevelio​:

    “São objetos muito diferentes, oferecer algo assim em troca seria uma ofensa.” e tinha que admitir que aquela era mais uma frase que ouvia bastante da boca dos pais, foi algo que cresceu escutando e acabou se fixando em sua mente. Não se sugere artefatos de outras culturas para alguém que quer algo específico. As relíquias têm suas particularidades, afinal. “Sim, mas não deu muito certo. Eu fiquei nervoso e acabei cancelando a venda. Tenho uma reputação a zelar, Niklaus! Você acha que eu enganaria meus clientes?” bem, tecnicamente, era o que fazia. Mas com dinheiro e peças atrasadas, nunca com peças trocadas! “Mas novos, você quer dizer… novos?” que durmstrang mexia com arte das trevas, isso não era nenhuma novidade. O próprio Hanne usava isso para amaldiçoar alguns dos seus itens, mas nunca tentou combinar com transfiguração. “Bom, nunca fiz nada desse tipo não.”

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    Se minha mãe fosse viva ela ia te dizer que é um insulto falar assim delas, são umas artes gregas milenares, cara! Mas relaxa, I got your point. — Niklaus não ligava muito para o valor das artes em geral, não era alguém muito adepto àquilo em sua rotina, porém, entendi a importância para alguém cujo nome pertencia a uma família de historiadores, basicamente. Nik ergueu o olhar para Hanne, uma careta que indicava a descrença. — Não sei não, cara. Me faça uma pergunta fácil. — soltou a brincadeira, as duas mãos erguidas em rendição. Preferia se manter neutro àquela pergunta. Se Hanniel ficou nervoso, algo tinha ali. Lançou um olhar convencido e deu um tapinha em suas costas. Para alguém que havia aprendido a transfigurar a si mesmo, podia se dar algum crédito. — Bem, a gente pode tentar. Pra isso que foram feitos os experimentos, né? Ver se dar certo. Mas acho que conseguimos fazer algo pra salvar sua pele dessa. Vou atrás de uns livros, certeza que ja li algo assim só preciso lembrar onde. 

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  • averyrevelio

    minaliev​:

    averyrevelio​:

    Estava nervosa, esse fato era inegável. Nunca tinha contado sobre esse segredo de sua família para alguém que conhecia há tão pouco tempo. Por Noble! Demorou anos para conseguir contar algo para os amigos que conhecia a vida inteira ou desde o início em Beauxbatons. Era difícil confiar nas pessoas pois sabia o quanto lobisomens podiam ser desprezados e temidos pela sociedade, via isso em primeira mão, mesmo que as pessoas não pudessem afirmar com certeza que a própria menina carregava essa maldição. A loirinha suspirou ao ver a porta sendo fechada, mas, como todo cuidado era pouco se tratando de tal assunto, a varinha foi pega também para lançar um abaffiato e proteger melhor o espaço. Encostando-se na mesa mais próxima, cruzou os braços contra o peito após largar a bolsa com seus livros. Mantinha a varinha em mãos, claro, não iria se dar ao luxo de confiar totalmente no bruxo à sua frente. “Não existe lado bom nisso, eu fui descuidada. Esse torneio está me tirando do sério.” como era uma pessoa competitiva, sua mente facilmente focava em competições e era como se todo o resto não tivesse mais importância. A garota passou a mão na face antes de erguer o olhar para o loiro. “Minha família tem hábitos… que não seriam considerados corretos pelo Ministério, se eles conseguissem provar o que acontece. Então… falar sobre isso é um risco não só pra mim, Niklaus, mas pra todos os que têm o mesmo sobrenome que eu.” a seriedade em seu tom não combinava muito com a animação alheia, Mina nem entendia como alguém podia estar animado para falar sobre, bem, lobisomens. “As pessoas aqui na França conhecem meu sobrenome por… por causa de um dos meus antepassados. Ele foi um lobisomem que fez coisas horríveis, se tornou foragido do Ministério e, mesmo assim, conseguiu fazer a família crescer e se desenvolver. O que você viu não foi efeito de alguma poção ou qualquer coisa do tipo. É a lua cheia. Cada vez que a lua se aproxima, algo acontece conosco. Foi específico porque sim, é provavelmente o que você leu mesmo. Um dos efeitos… da licantropia.” resmungou, desviando novamente o olhar para baixo, envergonhada. Aquela parte de si? Mina odiava. “Meu pai diz que não me mordeu, que nunca me arranhou, mas de alguma forma eu ainda tenho isso. E eu não sou a única com… essa coisa. Mesmo que eu não me transforme, tenho essas alterações de humor, de saúde e dos meus olhos.”

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    O Torneio estava tirando todos do sério, e não imaginava que com Mina fosse diferente, a diferença, no entanto, era que talvez aquele temperamento fosse aflorado e desencadeasse problemas. Cruzou os braços e logo se acomodou sentado em cima de uma das bancadas de carteiras, observando-a atentamente enquanto contava seu relato. Era completamente diferente de se transformar em um animal por conta própria, além de que, ele não sentia nenhum tipo de adversidade. Aqueles sintomas deviam ser horríveis e a fama da família pior ainda. Sem saber o que dizer, ele apenas meneou a cabeça em concordância, os dentes logo mordendo a pele do lábio inferior pelo nervosismo. Parecia que havia levado um tapa de realidade. Como poderia ter ficado animado em conhecer um lobisomem depois de ver como Mina parecia odiar aquilo tudo? Era mais pesado do que ele imaginara. — Eu… sinto muito, francesa. Foi mal por ter te pressionado, fiquei… sei lá, confuso e animado com a possibilidade de conhecer alguém… você sabe, assim. — gesticulou uma das mãos enquanto a outra continuava retraída entre um dos bíceps. O tom de voz era calmo. E ele se repreendeu mentalmente por ter dito algo tão estúpido, mas achava que precisava ser sincero. — Não imagino como seja com relação a sua família, mas… você acha que pode chegar a se transformar? É perigoso ficar a vista durante a lua cheia. — Sua mente agora estava a mil, matutando ideias de como compensar o modo como adentrara a vida da outra sem permissão alguma. — Sei que podem perceber se você sumir de repente, mas podemos ver algum lugar para te guardar caso isso aconteça, ou…  — sua mente entrava em colapso com as possibilidades. Não fazia ideia do que fazer se estivesse no lugar dela. — Por isso você é tão boa com poções. — afirmou subitamente, lembrando-se de quando ela própria oferecera poções calmantes para a ansiedade. — Eu não sei o que fazer, mas se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo você sabe onde me encontrar. E eu juro pelos raios de Zeus que não vou contar a ninguém. — ele entrelaçou dois dedos para indicar a promessa. Adicionou uma nota mental para ficar de olho em Mina nos próximos dias, ela gostando ou não. 

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  • averyrevelio

    deliriotropical​:

    w. averyrevelio

    “Chumbo trocado” Ergueu os braços no ar para reforçar o que dizia, justificando a forma como agiu com o outro, mas apesar disso, Aarón estava verdadeiramente tranquilo e sequer cogitava em agir com algum tipo de violência, a ponto de rir e menear a cabeça com a forma como o outro pareceu rebater o que era dito. “E quem não é idiota nesse mundo, né mesmo?” Afirmou com um pequeno tom de desdém, porque todo mundo tinha um lado extremamente babaca, isso era normal vindo das pessoas. “Você está mesmo afetado pelo o que aquela mulher escreveu, mas saiba que ela é assim, você acha que ela nunca falou nada sobre mim?” Riu ao se lembrar de uma pequena nota que foi feita no profeta diário para lhe apresentar para o mundo bruxo, como se fizesse parte de um circo de horrores ou algo assim. “A criança abandonada em um orfanato trouxa e que foi adotada por bruxos, que por sorte, é bruxa também… e como ela falou mesmo? Tentou puxar da memória o que lhe foi dito e que acabou lhe arrancando gargalhadas, porque, bem, ele havia saído no jornal, mesmo sendo uma nota minúscula. “Com uma linguagem esdrúxula que só os trouxas podem entender, mas que chega a ser adorável Se aproximou do outro, com as mãos nos bolsos frontais da calça. “As palavras dela foram feitas para machucar mesmo e não podemos fazer nada além de ignorar, aguentar as consequências e proteger quem precisa”

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    Nik apenas concordou com um balançar de cabeça, despreocupado com qualquer insulto que pudesse vir depois daquilo. Todo mundo tinha um lado ruim, e talvez fosse isso que o consolasse. — Ela citou praticamente todo mundo. Claro que fiquei porque não imaginava que minha vida amorosa fosse tão relevante ao ponto de ela vir distorcer. — justificou a raiva que sentia. Em partes, era um tanto narcisista e também se preocupava com sua reputação. As próximas palavras de Aron fisgaram sua atenção, a história era boa. Uma parte de si o repreendeu mentalmente por estar achando interessante uma história tão particular do outro, e que fora usada contra ele por Rita. Ergueu as sobrancelhas, os lábios crispando-se irritado por ter de confessar que o outro a sua frente tinha razão. — E o que podemos fazer, né? Se eu pudesse eu explodiria aquela pena, como não posso, tenho que ficar batendo boca com você. E como você também não tem nada o que fazer sobre os relatos da sua triste história contada por Skeeter, então tem que ficar aqui me aguentando. Acho que estamos quites. 

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  • sagcz

              “Você tem que prometer que não vai contar para ninguém, mas eu fiz uma coisa. Estou sentindo meu coração acelerado até agora.” Colocou a mão sobre o peito de forma dramática, como se estivesse recuperando-se de um susto, sendo que tinha feito conscientemente o ato. Com isso, Sage posicionou a perna direita sobre o banco, abaixando a meia para que MUSE conseguisse ter a visão da sua nova tatuagem. Sentiasse verdadeiramente rebelde com o coelho estampado em seu tornozelo. “Legal, huh? Estava em dúvida sobre o que eu fazia, aí tatuei o Pompom.” Abaixou a voz, como se o que tivesse feito fosse perigoso. // @tripontos

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  • averyrevelio

    Uaaau Sage, querida! Agora sim você tá uma verdadeira garota de Durmstrang. — Niklaus ergueu as mãos no ar para enfatizar seu argumento. Animado com a ideia da amiga estar se sentindo um pouco mais rebelde. Uma risada ecoou de sua garganta ao ver o tão famoso Pompom tatuado na perna dela. — Gostei do traço do seu tatuador, quem foi? O Pompom já viu isso? Se sim, deve ter achado incrível essa obra de arte. Ficou super fofo, digo, radical! 

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    @tripontos

  • averyrevelio

    The Pandora’s box — All stories are true, but they’ve got a little lost

    @tripontos

  • averyrevelio

    italianluc​:

    “Com certeza no soco, porque é só fazer alguns movimentos e pensar em coisas que me despertem raiva” tipo socar a cara da Rosier ou Rita Skeeter, era um começo. Sem mencionar que Xadrez era para mentes privilegiadas ou para quem nascia com cu virado pra lua. Luca não era nem inteligente aquele ponto e tampouco sortudo aquele ponto, ou pelo menos não se considerava. “O que vocês aprendem em Durmstrang sobre isso? Na magia Marcial.” a pergunta era legítima daquela vez, sem qualquer piada envolvida. Seria interessante saber como melhorar seus dotes para as provas, embora achasse pouco provavel que tivesse que lutar com um dragão com as próprias mãos e não a varinha. “Puff” um bufar audível foi solto enquanto abria as mãos indicando uma falsa bomba explodindo ao ouvi-lo falar que era gostoso. Claro que concordava, tinha olhos bons para notar, mas já bastava o ato falho de ter confessado, não iria dar mais trela para o leonino. “Eu esqueci que não sabia francês, foi mal” soltou um riso baixo antes de conjurar o exemplar que lhe chamara a atenção, folheando as páginas até chegar na notícia de Isabel Van Dijk e Íris Daskalakis. “Aqui diz que a Íris e a mãe da Mina eram amigas em Beauxbatons, que foram responsáveis por salvar alguns aldeões de Pyrenees em um ataque de bruxos das trevas. Usaram da chave de portal da Isabel e… pasme” luca abriu as mãos como se estivesse prestes a abrir um cartão invisível no ar para estampar aquelas palavras. “Mamãe usou do dom da clarividência! Bem que a Rami estava certo, o pergaminho que achei dela com aquela numerologia que te disse… é alguma coisa de adivinhação. Depois te mostro o que já descobri, mas ainda falta partes” explicou antes de sorrir mais uma vez para a imagem da ruiva e por ele ter dito que a daria orgulho por ser tribruxo. Ao ouvir a história de Niklaus crispou os lábios em surpresa, o brilho no olhar se tornando nítido pela descoberta. Era bom saber que agora tinha uma família que era mais próxima da sua realidade bruxa, por mais que honrasse muito seus laços com seus pais e todo amor que lhe foi dado. “Você acha que um dia podemos ir lá naquela mansão da memória? Ela ainda existe né? Assim você podia me contar mais coisas” seu coração bateu ritmado com aquela possibilidade. “Porque olha, os Daskalakis são fodas pra caralho e agora… agora eu sou um!” ergueu as mãos levando ao rosto dele para estalar um beijo francês em felicidade, ciente que provavelmente Niklaus tinha pouco costume com aquilo pela sua origem de Durmstrang. Escutou o relato dele sobre Astrid, mas sua cara era tão debochada que era impossível não notar que não acreditava numa palavra se quer, mesmo que se mantivessem silêncio. Um sorrizinho estava brincando nos cantos dos lábios, mas no fundo sabia como era. Se lembrava das vezes que sentiu o sangue ferver quando se aproximavam de Mina, mas no final era o próprio culpado daquilo e era justo que ela tivesse doses de felicidade. “Por isso as vezes prefiro ser um pássaro livre, esse negócio de fazer ciúmes na ex ou ter esses roles todos me cansa” fez uma careta com aquilo, era a mais pura verdade. Como um sagitariano não teria coragem de se envolver daquela forma. “Mas se você diz, ok!” tradução: continuava não acreditando, mas não forçaria nada. Cruzou os braços diante do peito antes de assentir, engolindo em seco com aquela possibilidade. “Acho foda viver com insegurança de saber se será amanhã que a besouro-loiro vai dessecar minha vida no jornal. Então se descobrirem… espero até lá estar  de boa”

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    Uh, eu realmente iria querer ver. Nossas mães iriam ficar decepcionadas se brigássemos, mas confesso que tô começando a me divertir com a possibilidade. Isso me deu várias ideias Luca, e você deveria saber que Niklaus + ideias é algo perigoso. — contou tranquilamente, uma risada baixa escapando da garganta. — Se eu te contar perde toda a graça. — o tom de suspense permeava a sua voz, mas não durou muito. — A verdade é que Durmstrang presa em sermos bons em duelos. Bons não, excelentes. Espero que não tenha de duelar com a campeã de duelos da Feuer, Luca, nenhum de vocês se safaria dessa. — alertou com entusiasmo. Realmente admirava Olivia pelos grandes feitos e até pedia umas aulinhas de vez em quando. — Então, mas também temos esgrima e outras lutas corpo-a-corpo. Na falta de uma varinha a mão é bem útil. — ele particularmente adorava as eletivas de combate, tendo adquirido diversas habilidades úteis até mesmo para os duelos. Controle de equilíbrio e respiração era uma delas, habilidades estas que muitos bruxos subestimavam mas que em Durmstrang era levado a sério. 

    Ergueu-se para visualizar melhor o que tinha escrito no jornal, mesmo que não entendesse quase nada. Os olhos logo arregalando-se com a história contada contada por Luca.  — Mina a… francesa? Digo, a loirinha francesa? — engoliu em seco ao lembrar-se do segredo de Mina, repreendendo-se mentalmente por quase deixá-lo escapulir. Mesmo que Gianluca fosse seu primo, um segredo confiado era sempre um segredo confiado.  — Caralho! Que foda! Nossa, não sabia que titia era justiceira. — lembrou-se das histórias que a mãe contava sobre a irmã quando crianças, e as histórias que os próprios avós comentaram durante seu crescimento. Aquela família realmente escondia muitos segredos.  — Clarividência? Uou. Será que você também tem o dom? Já sentiu algo que indicasse?  — perguntou com curiosidade. Lembrava-se vagamente de sua família ter tido clarividentes em algumas gerações, mas nunca conhecera nenhum deles.  — Claro que podemos, acho que elas ficaram pra a gente, de qualquer forma. Minha mãe sempre ia lá ver se tava tudo em ordem, tinham servos e tudo. É bem triste pensar que… todos os nossos ancestrais estão mortos. É bem solitário. — aquela reflexão foi subitamente expelida pelos seus lábios, fazendo com que  sua mente ansiosa se perguntasse se as mortes teriam sido de causas naturais ou não, como foi com sua mãe. — Então deve ser de família. — deu de ombros enquanto o observava. Estava na cara que ele não acreditava em nada do que dizia, mas Nik estava sendo sincero, ou pelo menos achava que sim. — Nunca me envolvi dessa forma com ninguém e não pretendo nem tão cedo. Já tenho problemas suficientes pra lidar.  — realmente os tinha, mas se dissesse que não sentia uma pontada de inveja ao ver certos casais apaixonados pelos corredores estava mentindo. Contudo, talvez não fosse feito pra isso, afinal. — Prometo fazer o possível pra não deixar espalhar. Você sabe, estou torcendo pra Durmstrang ganhar, mas se você ganhar… é meu primo, po! Não quero que se prejudique por conta das fofocas dessa  fofoqueirinha desgraçada. 

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  • cbaffiato

    𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑 with @averyrevelio

    ◜   ✦ .  ⁺   .      De fato, tomar um banho era uma ótima ideia. Com os olhos fechados e virando-se para a parede, Astrid deixava que a água quente caísse sobre sua cabeça e escorresse por seu corpo, apenas aproveitando a sensação gostosa proporcionada pela temperatura. Após se recuperar do que acontecera, não acreditava no que havia acabado de fazer, obviamente questionando o que fazer em seguida. O medo de ter cometido um grave erro era inevitável, mas até então apenas revisitava as agradáveis memórias recentes que permaneciam vivas em sua mente. Afastando ligeiramente o rosto do espelho e virando-se para o lado oposto, usou as mãos para retirar o excesso de água do rosto, então abrindo os olhos e encontrando a figura do rapaz diante de si. ─── Hi there.─── Disse com um tom baixo, seus lábios se curvando em um sorriso acanhado. Sim, era estúpida o suficiente para se sentir envergonhada depois de suas próprias atitudes impensáveis. ─── A água está uma delícia, não? ─── Questionou apenas com a intenção de quebrar o silêncio, segurando um riso nervoso que insistia em nascer em sua garganta.

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  • averyrevelio

    Os chuveiros eram todos numa ala só então foi possível que ele jogasse a água no corpo ao lado de Astrid. O torpor do momento que compartilharam já se esvaía e a insegurança de que ela saísse correndo daquele vestiário começou a crescer dentro de si. Vez ou outra dava uma olhadela para ver se a expressão em seu rosto dizia algo mais, mas dessa vez pôde captar a vergonha no sorriso. Conhecia ela bem demais. As sobrancelhas ergueram-se com a dúvida, e ele não conseguiu conter uma risada baixa.  — Sim, está. — respondeu sem delongas. Nunca tinha sido de fazer muitos rodeios quando queria fazer ou perguntar alguma coisa, mas algo naquela relação o deixava inseguro. Engoliu em seco antes de virar o rosto completamente para olhá-la, as mãos massageando o peito enquanto terminava de se ensaboar.  — Eu tava com ciúmes. — confessou. Droga! Tinha tantas coisas pra dizer e conversar, mas foi falar justo isso. Com certeza ela já sabia daquilo nessa altura do campeonato. Tentou acalmar a mente enquanto pensava o que falaria em seguida para quebrar aquela tensão que rodeava o ar entre eles, chegava a ser engraçado. — O que você achou?  — perguntou diretamente, mas sem jeito, a voz agora baixa pela vergonha. Talvez fosse o medo de decepcioná-la de alguma forma, mas a verdade era que, depois que a adrenalina diminuiu, algo naquilo tudo o havia intimidado e ele não estava sabendo reagir às próprias inseguranças, além de que nunca tinha se sentido assim antes. 

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  • averyrevelio

    inffinite​:

    “nasci para ver a 64ª.” o incômodo do outro rapaz era perceptível e divertia santiago imensamente. ali estava toda a graça de provocar os adversários: vê-los cedendo a pressão. ao contrário do aluno de durmstrang, santiago não foi afetado pela provocação. “ele não é da grifinória, você esperava o quê?” encolheu os ombros, tranquilo. os alunos eram sorteados para suas casas de acordo com os pontos mais fortes, mas não significava que qualidades definidas para as outras casas não existissem. devia ser um pensamento óbvio. “vocês de outras escolas são tão desesperados que o único argumento que levantam é a morte do cedrico. a loirinha de beauxbatons fez a mesma coisa. chega a ser patético.” não, santiago não gostava que trouxessem a morte de cedrico para a conversa. o mínimo que podiam e deveriam fazer era respeitar a memória dele como pessoa em nome do quanto sua morte havia sido cruel. “ah fala sério. escuta só, eu sou nascido-trouxa. antes de hogwarts, a maioria de nós frequenta escolas trouxas e lá eles ensinam algo chamado interpretação. isso serve para não acontecer essa bobagem que você acabou de falar. nada do que eu falo tem a ver com o fato da sua campeã ser mulher, não seja ridículo e não me tire por alguém tão baixo.” santiago estava ali naquele momento graças a uma mulher. uma das mais fortes que conhecia: sua irmã. jamais julgaria a capacidade de alguém por seu sexo. 

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    E ainda assim, não fez nada. e se brincar não fará nada também nessa 64ª, se segurou para não soltar. Deu de ombros despreocupado. Era fácil se beneficiar dos feitos dos outros, e pelo pouco que o rapaz havia mostrado naqueles segundos de conversa, ficara evidente que se gabar era mais importante do que fazer, atitude esta que ele não concordava tanto. O que importava, na verdade, era o aqui e o agora. Embora soubesse que ter medo era natural, não podia deixar de usar uma fraqueza contra um oponente. Estavam discutindo sobre uma competição e como toda competição existia rivalidade de todas as partes, era normal ter medo em qualquer situação que fosse, mas era isso que os oponentes faziam, procuravam seus deslizes para usar contra eles. Não era exatamente rival de Carlisle, nem sequer o odiava, se era isso o que o outro a sua frente estava pensando, apenas não deixaria ninguém falar com tanto desdém dos seus. Até mesmo ele sabia reconhecer quando seus oponentes tinham qualidades, era pois bem, imprescindível que soubesse. — Não preciso falar da morte de ninguém, quase saiu sem querer. Acredito que morrer por uma causa é uma forma nobre de morrer, e hoje ele certamente é lembrado por esse feito. Eu realmente admiro pessoas como ele. — falou com sinceridade, dessa vez as feições inexpressivas. Embora seu sangue tenha começado a borbulhar no inicio daquela conversa, o semblante voltou à naturalidade de sempre sem pestanejar. — Cara, eu não te conheço, e para alguém que começou se gabando por vitórias que não conquistou, posso esperar qualquer coisa. — gesticulou com uma das mãos depois de ter cruzado ambos os braços à frente do corpo. — Mas fico até mais aliviado, sabe. Chega a ser até covarde um pensamento tão retrógrado assim para alguém da grifinória. — disse com ironia, lembrando da fala dele segundos atrás. Embora a maioria em Durmstrang tenha crescido aprendendo a discriminar e odiar nascidos-trouxas, ou bruxos de outras casas que julgassem inferior, para Niklaus aquela atitude era indiferente. A rivalidade que tinha com as pessoas eram muito além daquilo. Era, porém, divertido vê-lo começar a perder o controle, e não pôde evitar que um sorriso transparecesse em seus lábios. 

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  • 09 - The Pandora’s box
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    parte 1

    Já fazia dias que Niklaus dormia e acordava olhando para a caixa que repousava em cima do criado mudo ao lado da cama, tentado a abri-la novamente. Embora soubesse o que continha dentro dela — fotos antigas, o tarot com cartas faltando, a matéria do profeta diário que exibia publicamente a morte de sua mãe, e algumas outras bugigangas — algo em seu inconsciente gritava para revisitar aquelas memórias. Ganhou a caixa quando tinha 10 anos e sua mãe a apelidou de Caixa de Pandora, isso porque ela era poderosamente segura para guardar qualquer segredo que o garotinho quisesse esconder. Niklaus era tentado a acreditar, pelas histórias que sua família grega contava, que alguns artefatos eram realmente tão antigos quanto as histórias diziam, e uma das coisas que martelavam em sua cabeça, agora, era o questionamento sobre a legitimidade daquele artefato. 

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